30/10/09

O efeito Marina.

Desde que a ex-Ministra do Meio Ambiente e ex-petista Marina Silva se transformou numa potencial cadindata à Presidência da República, o governo vem caprichando na maquiagem verde.
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Marina anunciou sua filiação ao Partido Verde no dia 30 de Agosto. Um dia depois, o governo divulgou dados da "redução recorde" no desmatamento da Amazônia.
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No mesmo dia a candidata Dilma Rousseff destacou o viés ambientalista do PAC defendendo que as obras de saneamento básico do Programa protegem as bacias hidrográficas do país e propagando que o Brasil é o país que mais investe no meio ambiente.
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Em Dezembro será realizada a Conferência do Clima, em Copenhague. O presidente Lula quer, porque quer, que Dilma a chefe da delegação brasileira. Marina Silva tem presença garantida.
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Segundo as boas línguas, Dilma está debruçada em estudos sobre o assunto, auxiliada pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Itamaraty.
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Ontem foi a vez do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciar a prorrogação (por 3 meses) da redução do IPI para eletrodomésticos de linha branca que consomem menos energia.
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O discurso ambientalista há muito tempo deixou de ser mero modismo. Por aqui, pelo menos enquanto durar o processo eleitoral o assunto fará parte da agenda do governo.
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Menos mal assim.